Se chorei ou se sorri

A segunda questão daquela listinha com 50 perguntas para libertar a mente é  “O que é pior: falhar ou nunca tentar?” Bom, às vezes eu penso que as duas coisas são ruins. Quero dizer, existem situações na vida em que a gente simplesmente sabe que não vai dar certo. Eu passo por isso sempre (ou talvez seja o meu complexo de inferioridade me dizendo que sou incapaz, mas quem sabe?). Outras vezes, penso que se eu não tentar nunca vou descobrir se vai dar certo ou não. Durante a faculdade eu tive que fazer isso muitas vezes: arriscar. E foi ótimo, colhi muitos frutos, mas parece que voltei à fase de querer segurança e ficar na minha zona de conforto. “Isso não é pra mim”, “tem gente que faz melhor”, “pra que tentar se eu não sou boa o suficiente”, etc. Aquela série de pensamentos bosta que matam qualquer sonho. 
Eis que nas últimas duas semanas retomei aos pouquinhos a escrita do meu tão sonhado best-seller risos. Voltei timidamente, re-planejando meu plot, revisando o que já foi escrito (e foi bastante, mais especificamente 272.271 caracteres ou 193 páginas do Word. Esse talvez seja o meu maior sonho, publicar um livro. Dar vida para essas pessoas na minha cabeça. Comecei a escrever essa historia há 7 ou 8 anos no meu primeiro blog. Era crua, simples, mas me encantava ver aquilo tomando forma. Eu devia ter uns 14 anos. Era lindo. Mais tarde, excluí o blog e abandonei a história em uma pasta do computador. Não tinha vontade de fazer mais nada (podem entrar depressão e ansiedade que conviveram comigo dos 11 aos 20 anos). Depois, resolvi voltar. Aquelas pessoas não me deixavam quieta. Eu sonhava com elas, pensava nelas, as escutava conversar e viver na minha cabeça. Eles precisavam que eu contasse suas histórias. Me preparei, fiz esboços, planejei, anotei, basicamente desenhei toda a história. Só faltava escrever. E eu escrevi, o que antes era tosco e rudimentar, ganhou corpo, começou a ser recheado. Tinha vida novamente. Mas eu parei de novo. Mais uma vez não sentia vontade de fazer nada. E meu sonho mais uma vez foi colocado de lado. Mas nessas últimas semanas me peguei pensando muito sobre meus personagens, sobre a minha trama, minhas ideias… Voltei a respirar e sonhar com esse universo. Voltei a planejar e, melhor ainda, voltei a escrever. Dei novos rumos, a história está se desenvolvendo. Talvez até o fim deste ano minha criação seja finalizada, talvez esses personagens finalmente consigam seguir seus caminhos. 
Então talvez, só talvez, seja melhor tentar, pensar que “pelo menos eu fiz alguma coisa sobre isso”. Se der errado, pelo menos você não ficou parado. Mas, se der certo, vai ser incrível. Espero continuar nesse bom humor e com esse sentimento de positividade, de que as coisas são possíveis. Que tudo vai dar certo…




Meu nome é Gabriela, tenho 24 e sou jornalista. Trabalhei durante quatro anos grandes revistas das áreas de arquitetura e decoração e hoje sou freelance. Livros são a minha paixão e adoro falar sobre eles e tudo o que os envolve.

1 Comentário

    Mariana M.

    12th out 2017 - 19:36

    Vai dar certo sim! E a dica que eu tenho pra dar pra você é: ESCREVA! Não espere um dia chegar pra você sentar e fazer as coisas. Vai um parágrafo, nem que seja uma frase por dia. To falando pra você, mas to falando pra mim também. Meu livro tá parado (mas por um bom motivo hahahaha) e eu preciso terminar o bichinho. Quem sabe a gente não fique milionária e se encontre em alguma feira literária em New York ou em Paris? Já pensou? Então vai escrever, mulher!!!!!

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Meu nome é Gabriela, tenho 24 e sou jornalista. Trabalhei durante quatro anos grandes revistas das áreas de arquitetura e decoração e hoje sou freelance. Livros são a minha paixão e adoro falar sobre eles e tudo o que os envolve. Boas leituras!

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