Diário de Leitura #22: The Underground Railroad – Colson Whitehead


Oi pessoal, tudo bem com vocês? Hoje vou falar do livro The Underground Railroad, de Colson Whitehead. Esse livro foi enviado pela TAG Curadoria em abril de 2018. Sim, estou um ano atrasada na leitura, mas tenha fé em mim e não me abandone.

Título: The Underground Railroad: Os caminhos para a Liberdade
Autor: Colson Whitehead
Ano: 2018
Editora: TAG – Experiências Literárias, Harper Collins Brasil
Páginas: 320
Nota: 4 /5
Sinopse: Cora é escrava em uma plantação de algodão da Geórgia, na década de 1800. Ela não conhece outra vida, mas, diferentemente de seus companheiros, ela ousa sonhar com a liberdade. Quando Caesar, um escravo recém-chegado da Virgínia, conta a ela sobre um caminho de fuga do sul para o norte do país, eles decidem correr o risco. 

O Livro

Em The Underground Railroad: Os Caminhos para a Liberdade conhecemos Cora, uma jovem escrava propriedade de um fazendeiro que cultiva campos de algodão na Georgia. Como se pode imaginar a vida na fazendo é terrível e sofrida. Por si só a escravidão já é suficiente para marcar profundamente os personagens que vivem dia após dia com medo e pensando na liberdade como um sonho distante. Cora é muito visada pelo proprietário da fazenda e por Ridgeway, um caçador de escravos, porque sua mãe conseguiu fugir e nunca foi encontrada.

A história retrata com pitadas de ficção a realidade brutal vivida pelos negros nos Estados Unidos do século XIX. Na vida real a ferrovia subterrânea (the underground railroad) era uma rota de fuga usada por escravos para fugir com a ajuda de abolicionistas e negros alforriados. Aqui, o autor Colson Whitehead cria uma rede ferroviária literal que transporta os fugitivos do sul para o norte.

Nossa personagem principal toma conhecimento dessa rota por meio de Caesar, um escravo recém-chegado na fazenda que a aborda com ideias para escapar daquele lugar. Em um primeiro momento Cora reluta, mas acaba partindo com o homem. A dupla faz sua primeira parada na Carolina do Sul, cujo governo estabeleceu um programa em que se torna dono de ex-escravos, mas os emprega, oferece tratamento médico e moradia. Com identidades falsas os dois resolvem ficar e aproveitam seu tempo ali até que Cora descobre as intenções do Estado de esterilizar a população negra. Atordoada pela descoberta a moça decide ir embora, mas Ridgeway aparece antes que ela tenha tempo de se encontrar com Caesar. Assim, Cora se vê obrigada a voltar à ferrovia, porém sozinha dessa vez.

A próxima parada da jovem é na Carolina do Norte. Diferentemente de sua irmã, o estado decidiu abolir a escravidão e usar trabalho servil, só que executa violentamente qualquer escravo fugido que aparecer por aquelas bandas. Uma vez ali, Cora é abrigada por um abolicionista, mas sua sorte não dura muito.

Pontos positivos x Pontos negativos

Na época da divulgação do livro ele foi apontado como leitura de cabeceira de Barack Obama e logo subiu para o topo da minha lista de leitura (que por várias razões não se concretizou). A narrativa é inegavelmente bem construída, indo direto ao ponto sem floreios e com a crueza que os fatos históricos vividos por centenas de milhares de pessoas merecem ser retratados.

No entanto, da metade para o final do livro tive a sensação de que o autor perdeu a mão e o texto ficou confuso em diversos trechos. Em certos momentos o texto alternava entre presente e passado abruptamente. No final da história houve um momento em que o autor fala no futuro antes de começar a cena, elemento que não apareceu em momento nenhum do texto. Na minha opinião essa mistura de estilos deixou o final do livro um pouco confuso. Outra coisa que me incomodou foi o desperdício de potencial de alguns personagens que poderiam render muito mais e foram abandonados no meio do caminho.

O ponto forte do livro é que ele é baseado em fatos verídicos e o autor consegue transmitir os sentimentos dos personagens, que por sua vez são profundos e complexos. A leitura é angustiante e acredito que essa era a intenção de Colson Whitehead ao tratar desse tema tão terrível que foi o período da escravidão.

Apesar dos apontamentos, recomendo a leitura especialmente para quem se interessa pela história dos Estados Unidos. Dá para ter uma boa ideia de como o país funcionava naquela época, e de como era sofrida e desesperadora a vida dos escravos. 


Leu esse livro? Me conte o que achou, quero saber sua opinião!


Meu nome é Gabriela, tenho 24 e sou jornalista. Trabalhei durante quatro anos grandes revistas das áreas de arquitetura e decoração e hoje sou freelance. Livros são a minha paixão e adoro falar sobre eles e tudo o que os envolve.

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Meu nome é Gabriela, tenho 24 e sou jornalista. Trabalhei durante quatro anos grandes revistas das áreas de arquitetura e decoração e hoje sou freelance. Livros são a minha paixão e adoro falar sobre eles e tudo o que os envolve. Boas leituras!

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