Diário de Leitura #25: The Beauty of Darkness – Mary E. Peason




Título: The Beauty of Darkness (Crônicas de Amor e Ódio #3)
Ano: 2017
Páginas: 576
Nota: 5/5 

“The Beauty of Darkness” encerra brilhantemente uma trilogia épica que conta a história de uma jovem princesa destinada a salvar o futuro do seu reino – e de outros – de maneiras que ela jamais imaginaria. Neste terceiro livro, Lia luta pela vida e tem de se recuperar rapidamente de todas as suas feridas enquanto abre ainda mais seu coração para os sussurros que guiam sua jornada. 

Depois de quase morrer ao fugir das garras do Komizar e de Venda, Lia, Rafe e seus companheiros seguem viagem, apesar do caminho difícil, com a missão de avisarem a Morrighan sobre a ameaça de uma invasão que poderia riscar o reino da história. Mesmo considerada uma criminosa em sua própria casa devido à conspiração de membros do conselho do rei, a garota não mede esforços para tentar ajudar seu povo, mesmo quando tem que lidar com uma escolha difícil. Nesse momento tudo o que importa para ela é salvar vidas e expor os verdadeiros traidores. 
Ao mesmo tempo, o príncipe Rafe tem os próprios problemas para se preocupar. Afastado de casa há meses desde que decidiu ir atrás da mulher que o abandonou no altar, a estabilidade do reino de Dalbreck está comprometida e tudo piora quando ele descobre que seus pais morreram. É preciso voltar para tomar seu lugar como Rei antes que seja tarde demais. Com a vida virada de cabeça para baixo, ele também tem que lidar com o fato de que nem tudo vai sair do jeito que ele quer, especialmente no quesito Lia.

O LIVRO

Assim como em “The Kiss of Deception” e “The Heart of Betrayal”, o terceiro livro da trilogia “Crônicas de Amor e Ódio” não decepciona. O que eu pensei que seria mais uma história de romance adolescente, se mostrou um universo rico em detalhes, magia e personagens profundos e consistentes que se desenvolvem brilhantemente ao longo dos três volumes. 
Depois dos acontecimentos dos primeiros livros que culminaram em decisões difíceis para Lia, inclusive ter que deixar de lado os desejos de seu coração por um bem maior, vemos uma mulher que está disposta a colocar as suas necessidades de lado para ajudar diferentes povos que aprendeu amar por razões diversas. Desde a primeira página a narrativa não perde o fôlego e constrói degrau por degrau o caminho para o clímax (com um ou outro momento de respiro para os personagens colocarem a cabeça no lugar e se lembrarem pelo que estão lutando). Lia precisa confiar em todos a sua volta e muito mais em si mesma e na sua intuição, lutando bravamente com a incredulidade da maioria dos homens em seu dom. 
O que eu mais amei nesse livro, muito mais do que nos outros, foi a presença feminina. Todas as mulheres têm um papel muito claro e de liderança, e têm o respeito e a confiança de todos. Elas são ouvidas, seguidas e celebradas. Isso me deixou muito, muito feliz. 
Outro ponto que me encanta é como Lia é uma pessoa justa que faz de tudo para salvar vidas inocentes e aprende a respeitar as diferentes culturas que conhece pelo caminho. Tanto que o final é surpreendente e coeso com o restante da narrativa. “The Beauty of Darkness” é o desfecho perfeito para uma história maravilhosa de amor, superação e amadurecimento. 
As cenas de ação são muito bem escritas e de tirar o fôlego. Os capítulos finais foram incríveis de ler, a forma com que a autora decidiu retratar um momento muito importante do final foi perfeita, permitindo ao leitor uma visão panorâmica de todos os acontecimentos daquele episódio. 

OS PERSONAGENS

Rafe é um personagem fácil de gostar, mas ao mesmo tempo me dava nos nervos quando tinha suas crises de “não posso deixar Lia fazer isso”, “Lia não pode lutar” e etc. Mas o negócio é que esses sentimentos são muito bem explicados, os temores dele em relação à perder a mulher que ama, a pressão sobre ser o novo governante de um reino inteiro, a culpa por ter estado longe por tanto tempo e não estar presente nem mesmo par o funeral da mãe, enfim, uma série de coisas que acabam justificando sim suas ações. Mas ele também se mostra sensato e um verdadeiro líder que se preocupa com o bem estar do seu povo e dos reinos ao redor. Quando percebe que Lia tem razão, ele a deixa partir mesmo que isso custe muito para ele, além de se comprometer em assumir suas novas funções – mesmo que isso signifique abrir mão para sempre de seu verdadeiro amor. O dever parece sempre estar em primeiro lugar na vida de todos os personagens. 
Kaden sempre me despertou sentimentos confusos. Eu sabia que no fundo ele agia como agia por conta de acontecimentos do seu passado, mas somente no último livro tudo ficou claro e pudemos entender realmente quem ele é – e também conhecer um novo lado dele, mais simpático e carinhoso. Achei muito digno o final que ele teve, assim como seu amadurecimento.  
Lia não é a mocinha que eu esperava. Quando comecei a ler o primeiro volume da trilogia fui cheia de preconceitos, esperando apenas mais um triângulo amoroso e uma jovem desesperada para ter a atenção de um garoto. Quebrei a cara. Desde a fuga de seu casamento arranjado, até a prisão em Venda e finalmente a luta épica para garantir a segurança e a paz entre os reinos, o crescimento dela é muito visível. Cada palavra, cada decisão tomada são coerentes e demonstram um grande bom senso. Ela não pensa em sua própria felicidade, ela tem um senso de dever e honra e leva tudo às últimas consequências. O fim da sua história foi lindo e muito justo, me deixou com um quentinho no coração.

PONTOS POSITIVOS X PONTOS NEGATIVOS

Como a boa chata de galocha que sou, tenho que apontar que a edição tinha alguns probleminhas de revisão. Palavras “comidas”, sem plural e com grafia errada apareceram pelo livro todo. Não sei se já houve uma reimpressão, mas seria algo a se considerar. 
Fora isso, o livro é maravilhoso do começo ao fim. É uma leitura muito dinâmica que não se arrasta em nenhuma parte, pelo contrário, o leitor é transportado para dentro dos cenários e parece viver os momentos junto aos personagens. Acho brilhante ter esse dom de escrita e Mary E. Person é uma autora incrível. Como dizem os xóvens, sem defeitos. 
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Meu nome é Gabriela, tenho 24 e sou jornalista. Trabalhei durante quatro anos grandes revistas das áreas de arquitetura e decoração e hoje sou freelance. Livros são a minha paixão e adoro falar sobre eles e tudo o que os envolve.

1 Comentário

    Novos na Estante: Junho 2019 | O Décimo Terceiro Andar

    2nd jul 2019 - 08:02

    […] concluí a leitura de The Beauty of Darkness, terceiro e último livro das Crônicas de Amor e Ódio, e fiquei sedenta por mais. Me apaixonei […]

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Meu nome é Gabriela, tenho 24 e sou jornalista. Trabalhei durante quatro anos grandes revistas das áreas de arquitetura e decoração e hoje sou freelance. Livros são a minha paixão e adoro falar sobre eles e tudo o que os envolve. Boas leituras!

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