Diário de Leitura #13: A Filha da Floresta – Juliet Marillier

Faz muito tempo que um livro me fez chorar tanto quando Filha da Floresta. Demorei anos para ler e, ao mesmo tempo que me arrependo de ter tomado conhecimento dessa história tão bonita antes, sinto que eu não estaria preparada para lidar com os acontecimentos do livro se tivesse lido logo que ele foi lançado (e que eu comprei).
Filha da Floresta – Juliet Marillier
Trilogia Sevenwaters: Livro #1
Ediora: Butterfly Editora
Páginas: 608
Nota: 5/5
Sinopse: O domínio de Sevenwaters é um lugar remoto, estranho, guardado e preservado por homens silenciosos e criaturas encantadas, além dos sábios druidas, que deslizam pelos bosques vestidos com seus longos mantos… Passada no crepúsculo celta da velha Irlanda, quando o mito era lei e a magia uma força da natureza, esta é a história de Sorcha, a sétima filha de um sétimo filho, o soturno Lorde Colum, e dos seus seis amados irmãos, vítimas de uma terrível maldição que somente Sorcha é capaz de quebrar. Em sua difícil tarefa, imposta pelos Seres da Floresta, a jovem se vê dividida entre o dever, que significa a quebra do encantamento que aprisiona seus irmãos, e um amor cada vez mais forte, e proibido, pelo guerreiro que lhe prometeu proteção.
Narrado no passado, em formato de memórias, o livro conta a história da vida de Sorcha, uma menina irlandesa das terras de Sevenwaters – comunidade feudal liderada por Lorde Colum, seu pai. Sétima filha de um sétimo filho, Sorcha carrega com ela o azar de ter nascido mulher numa sociedade cheia de crenças e dominada pelo mistério e pela magia, além do azar de sua mãe ter morrido quando ela nasceu. 
Ao lado de seus seis amados irmãos, Sorcha leva uma vida relativamente tranquila em seu povoado, ajudando as pessoas ao seu redor. Certo dia, um Bretão – povo inimigo de além-mar – é capturado nas terras de Sevenwaters, evento que abre os olhos de Sorcha para a crueldade do mundo real. Ela, e dois de seus irmãos que também não compactuam com os métodos do pai, resolvem ajudar o rapaz.
Na terra mágica em que vivem, Sorcha e os dois irmãos conseguem se entender e comunicar de maneiras que os outros não percebem e não compreendem, além de terem cada um uma habilidade especial. Sorcha, apesar de ter apenas 12 anos no começo da narrativa, é uma curandeira e trata dos ferimentos do jovem da melhor maneira que pode. 
Só que o destino, ou os Seres da Floresta, têm planos para a menina e seus irmãos. Quando Lady Oonagh, uma mulher misteriosa, entra em cena, as coisas se complicam e uma terrível maldição recai sobre os sete irmãos. Para não perdê-los para sempre, Sorcha enfrenta desafios inimagináveis e enfrenta situações terríveis para cumprir a tarefa a ela imposta e poder libertar os irmãos. 
Os anos vão passando, e um dia Sorcha cruza o caminho de um Bretão, mas ele não parece tão assustador quanto as histórias contavam – e como ela mesma vivenciou com o outro jovem rapaz anos antes. Os dois se ajudam e acabam chegando às terras do homem. Ali, Sorcha vê a oportunidade perfeita para terminar sua missão com um pouco mais de tranquilidade e conforto, já que lá teria um teto sobre a cabeça e comida sem falta. 
No entanto, como a Dama da Floresta a alertara, nada seria fácil para ele e, além de enfrentar cometários maldosos e o desprezo do povo dali, Sorcha ainda passa por mais momentos de horror, mas no fim consegue terminar, mesmo que de forma imperfeita, sua tarefa. Seus sentimentos pelo Bretão não a deixam seguir em frente completamente, tampouco os irmãos eram os mesmo de antes, especialmente o mais jovem.
Amei o livro. Chorei muito em uma determinada parte que mexeu comigo de uma forma absurda, achei quase perfeito – só me incomodou o quase triângulo amoroso que era totalmente desnecessário. Acho que a lição que podemos tirar daqui é que o amor, especialmente pela família, suporta tudo e acaba sendo recompensado.

Meu nome é Gabriela, tenho 24 e sou jornalista. Trabalhei durante quatro anos grandes revistas das áreas de arquitetura e decoração e hoje sou freelance. Livros são a minha paixão e adoro falar sobre eles e tudo o que os envolve.

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Meu nome é Gabriela, tenho 24 e sou jornalista. Trabalhei durante quatro anos grandes revistas das áreas de arquitetura e decoração e hoje sou freelance. Livros são a minha paixão e adoro falar sobre eles e tudo o que os envolve. Boas leituras!

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