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Entrego, confio, surto um pouco e agradeço

Se um ano atrás alguém me perguntasse o que eu esperava do futuro, minha resposta com certeza não chegaria nem perto da realidade de como minha vidinha está hoje. Os planos pareciam bem delineados, mas mudaram completamente desde que a Editora Abril encerrou a publicação de uma série de títulos, entre eles a saudosa e querida Arquitetura & Construção, redação com a qual tive o prazer de colaborar com frilas pontuais em 2017 e como frila fixa até agosto de 2018, ao lado de uma equipe show de bola de mulheres guerreiras e muito parceiras, que confiaram em mim e no meu trabalho desde o começo. 
A Gabriela de 2018 ainda tinha o sonho de construir uma carreira jornalística dentro de uma das maiores empresas de comunicação do país. Bom, não deu. Apesar do gosto amargo deixado por esse episódio, entre outras coisas por um calote financeiro que está na justiça até agora, os momentos passados ali foram de aprendizado, trabalho duro e a certeza de estar fazendo o que eu amava (amo, no caso) — desde o meu inicio como estagiária na revista Casa Claudia (um presentão que eu recebi da vida, onde conheci pessoas maravilhosas que sempre me apoiaram e incentivaram e continuam fazendo isso até agora).
Corta para um mês inteiro de aflição, incertezas e ansiedade no talo pós-desligamento. Eu não conseguia dormir direito, não conseguia relaxar, não conseguia descansar (mas conseguia comer até demais, o apetite eu nunca perco), parecia um zumbi que acordava, passava o dia pensando “oh, e agora, quem poderá me defender?”, encarava o teto durante a noite e repetia tudo no dia seguinte. Minha fissura por revistas impressas me fez fechar os olhos para todas as outras possibilidades, eu acreditava mesmo que nunca mais ia conseguir um emprego como jornalista e MUITO menos em uma revista de papel.
Ai veio a POP-SE. 
Tamanha foi a minha surpresa quando me ligaram falando sobre uma vaga para trabalhar no projeto especial de um livro e de uma revista, ambos impressos em papel. Fiquei alucinada e aceitei na hora. Passei quatro meses (que, para ser um pouco “sincericida”, pareceram 4 longos anos) trabalhando de domingo a domingo, de sol a sol, junto aos Decornautas e uma tchurma extremamente dedicada, comprometida e bacana. Ali pude ter um contato mais próximo com todos os processos necessários para o nascimento de uma revista. Peguei o trem andando e sentei na janelinha. Esta talvez tenha sido a experiência de trabalho mais dinâmica e, sorry, exaustiva desses meus singelos 5 anos de carreira. 
Trabalho duro nunca foi problema para mim, pelo contrário, eu tenho uma máquina de criação chamada cérebro que não para nem por um segundinho sequer. Eu amo desenvolver, pensar e trabalhar. Mas a chavinha virou e eu não estava mais feliz. Eu queria algo a mais, mas ainda não sabia o que era. Como não sou de abandonar o barco mesmo quando ele parece estar afundando no meio de uma tempestade,  continuei remando do jeito que dava a fim de honrar o compromisso firmado. O dia do lançamento foi glorioso. Sou do tipo de pessoa que leva muito a sério esse lance de “vestir a camisa”, e, para mim, a sensação de dever cumprido e orgulho era, ouso dizer, tão grande quanto a dos idealizadores e pais das publicações, signores Allex Colontonio e André Rodrigues. À eles também devo agradecimentos pela confiança, por sempre buscarem fazer o melhor e, assim, me incentivarem a dar o meu máximo e ainda mais – e mais ainda. Agora eu estou começando a compreender o que acontece quando vida e trabalho se tornam uma coisa só. 
Esse post vai ficar imenso, sim senhor. 
Anyways, um belo dia vomitei todas as minhas frustrações e inquietações e os meus desejos em cima do meu querido paizinho, ele mesmo cheio de frustrações, inquietações e novos sonhos naquele mesmo momento. Retomamos uma conversa que já vinha acontecendo há anos com longas pausas entre o começo, o meio e, finalmente, o desfecho do tipo “agora ou nunca’. Trocamos figurinhas e foi assim que, de uma hora para outra, mas partindo de um sonho antigo, arrumei as malas, voltei para o conforto e para a segurança do lar parental — e para um emprego com meu pai PORQUE EU MERECI (se não pegou a referência, pesquise). 
Um ano atrás eu responderia que me imaginava como repórter contratada de papel passado na Arquitetura & Construção, com meus lookinhos do dia, fotos no elevador, almoços de uma hora e meia e cafés desnecessariamente caros com os meus amigos e colegas de trabalho queridinhos do coração. 
Oh, how the turns have tabled.

Bom, acho que é justo agora eu encerrar essa compilação de acontecimentos apresentando a Gabriela versão 2019.
A Gabriela de 2019 está fazendo um curso técnico em Mecatrônica (mais uma retomada, já que o sonho da Gabriela de 13 anos de idade era ser Engenheira Mecânica).
A Gabriela de 2019 decidiu desenvolver uma nova habilidade (para efeitos de trabalho) e também está se aventurando no universo das ilustrações
Mas, acima de tudo, a Gabriela de 2019 nunca foi tão grata à vida pelos privilégios e oportunidades que tem; pelas pessoas que tem ao seu redor ou que cruzaram seu caminho e fizeram uma diferença positiva. Não posso reclamar de nada, nada, nada. Sou grata ao universo por poder viver o momento que estou vivendo e pelo futuro que se descortina com muitos desafios e mais trabalho duro, mas tão lindo. Só sei agradecer. Obrigada. Obrigada. OBRIGADA!

Leia também: Freebies: 4 wallpapers para celular

Meu nome é Gabriela, tenho 24 e sou jornalista. Trabalhei durante quatro anos grandes revistas das áreas de arquitetura e decoração e hoje sou freelance. Livros são a minha paixão e adoro falar sobre eles e tudo o que os envolve.

1 Comentário

    Esmalte da semana: candy colors e o fim das unhas roídas – O Décimo Terceiro Andar

    26th jun 2019 - 09:13

    […] estava conseguindo mantê-las na linha. Elas ficaram bonitas até agosto mais ou menos, só que, durante um período digamos conturbado lá fui eu destruir o que havia conquistado com tanto esforço. Como em todas as vezes, fiquei com […]

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Meu nome é Gabriela, tenho 24 e sou jornalista. Trabalhei durante quatro anos grandes revistas das áreas de arquitetura e decoração e hoje sou freelance. Livros são a minha paixão e adoro falar sobre eles e tudo o que os envolve. Boas leituras!

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