BEDA #20 – Lendo Os Miseráveis: semana 3

(tentando ignorar a falta de post de sábado que fez com que a ordem dos números ficasse alterada. com fé em Deus vou conseguir deixar isso pra lá)
Mais uma semana de leitura muito agradável de Os Miseráveis se passou, e aqui estou eu para falar sobre minhas impressões em relação a essa narrativa tão densa e repleta de criticas sociais e políticas (que, infelizmente, parecem ser atemporais) escrita por Victor Hugo. Bom, seguindo o nosso querido cronograma, finalmente concluímos a leitura da primeira parte intitulada FANTINE.
Só para relembrar, até aqui ficamos conhecendo, pensando em personagens principais, o Monsenhor Bienvenu, Jean Valjean, Fantine, Cosette (que ainda é uma criança) e Javert. Na semana passada, eu havia parado na parte em que Fantine desmaia depois que o sr. Madeleine (que na realidade é Jean Valjean) a salva de ser presa por Javert.
Depois de descobrir que a vida de Fantine tinha sido arruinada, o sr. Madeleine (JVJ) a levou para sua casa onde montou uma enfermaria para atendê-la. A moça caiu doente e lhe deram poucos dias de vida. Assim, o prefeito logo tomou providências para que mandassem Cosette, filha de Fantine, de volta para o lado da mãe. Mas é claro que, aproveitadores que eram, os estalajadeiros Thénardiers passaram a cobrar altos preços alegando que só mandariam a menina quando uma suposta divida de remédios e tratamentos fosse paga. 
 
Nesse meio tempo, Javert aparece na casa do Maire (prefeito) contando uma louca história sobre como ele havia destratado um superior, no caso o próprio Madeleine, “acusando-o” de ser o tal Jean Valjean. O oficial diz que percebeu o erro quando lhe mandaram uma resposta de que o tal homem havia sido preso novamente e que três outros presidiários o reconheciam dos tempos das galés. Isso incita uma crise de consciência e medo em Jean Valjean (sr. Madeleine), que não consegue se decidir se deve ou não ir se entregar no lugar do homem que seria julgado como sendo ele. Sua consciência se divide entre se entregar e voltar para a cadeia, mas livrar um homem inocente, ou ficar quieto e continuar ajudando Fantine e a todos os moradores da cidade. Por fim, ele resolve contar quem é o verdadeiro Jean Valjean (não sem antes passar por muitos desafios e provações no caminho para a cidade onde o julgamento aconteceria, chegando a crer que os impedimentos eram providência divina).

“Pela primeira vez em oito anos, o infeliz acabava de sentir o sabor amargo de um mau pressentimento e de uma má ação”

– Victor Hugo
Fantine, durante os dias em que o maire ficou fora, acreditava que ele havia ido buscar Cosette para lhe fazer uma surpresa. Ledo engano. A surpresa foi que, quando chegou à sua cidade, Jean Valjean encontrou uma Fantine muito debilitada, porém com um aspecto momentaneamente saudável causado, talvez, pela esperança de ver a filha. Porém, esse momento logo passou quando Fantine avistou Javert, que chegou para levar Jean Valjean. Nesse momento, Fantine descobre que Cosette não está ali e acaba falecendo de desgosto. 
Jean Valjean não se deixa prender, no entanto. Ele foge da delegacia e, como sabemos, irá buscar Cosette e protegê-la como prometeu para Fantine.
Nessa semana de leitura, o cronograma previa uma parte bem pequena, menos de 100 página (99 para ser exata risos), então não há muito o que contar. O livro continua naquele esquema de ir contando fatos que constroem a narrativa aos pouquinhos e fazem todo o sentido quando nos deparamos com determinado personagem em determinada situação. Estou gostando muito de conhecer pequenos detalhes históricos que, por falta de tempo, aprofundamento e pesquisa, acabamos não conhecendo durante nossas vidas acadêmicas.
Acompanhe minha leitura!

Meu nome é Gabriela, tenho 24 e sou jornalista. Trabalhei durante quatro anos grandes revistas das áreas de arquitetura e decoração e hoje sou freelance. Livros são a minha paixão e adoro falar sobre eles e tudo o que os envolve.

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Meu nome é Gabriela, tenho 24 e sou jornalista. Trabalhei durante quatro anos grandes revistas das áreas de arquitetura e decoração e hoje sou freelance. Livros são a minha paixão e adoro falar sobre eles e tudo o que os envolve. Boas leituras!

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